Eu vou pra Ilha porque lá é o meu lugar.
Vento no rosto, sol na cabeça, chapéu de coco, a natureza!
Quando eu vivo às vezes vou
Sair do concreto, pisar na lama
Bagaço de cana, da lama ao caos
Golfinho pulando, do caos a lama.
Eu vou pra Ilha porque lá é o meu lugar.
Eu vou
Purificar purificamente.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A jovem menina cresceu.
Bem ela, que tão jovem, lia livros.
Mas a menina não deixou de sonhar.
Ela ainda acredita na possibilidade...
Na possibilidade de cantarolar pela rua e ver o sol se por.
Na possibilidade de abrir os olhos e dar de frente pro mar.
Na possibilidade de estar por aí e encontrar um grande amor.
Na possibilidade de qualquer má fase passar.
Ela ainda acredita no amor...
Da flor, da cor, tão puro e verdadeiro.
Tão rápido, tão turvo, obscuro e intenso.
Ela acredita em várias formas de amar!
Ela ainda acredita em tanta coisa,
Será?
Bem ela, que tão jovem, lia livros.
Mas a menina não deixou de sonhar.
Ela ainda acredita na possibilidade...
Na possibilidade de cantarolar pela rua e ver o sol se por.
Na possibilidade de abrir os olhos e dar de frente pro mar.
Na possibilidade de estar por aí e encontrar um grande amor.
Na possibilidade de qualquer má fase passar.
Ela ainda acredita no amor...
Da flor, da cor, tão puro e verdadeiro.
Tão rápido, tão turvo, obscuro e intenso.
Ela acredita em várias formas de amar!
Ela ainda acredita em tanta coisa,
Será?
domingo, 29 de novembro de 2009
Sorriso.
Uma jovem menina sorria.
Parada, inquieta, estática.
Ela fotografava com os olhos.
Ela via, tremia, sorria, sentia.
Ela via.
Vulcões e geleiras.
Água, céu, sol.
Solidão.
No gelo, na areia.
No deserto profundo, no caminho de sal.
Ir. Entar sem pensar. Sentar e tremer. Partir e ir...
Foi. Contato chocante, choque ambulante, arrepiou e foi.
Vai. Até aonde, até quando, sem entanto, arrisca e vai...
Fui. Navegar, conhecer, lacrimejar, alvorecer.
Sem pensar no antes, no tanto, no quanto, sensato.
Sem senso, sem tato, sem foco, sem eixo.
Fui...
Sorrir.
INVENTOR DO CONTEMPORÂNEO
"Mata-se por amor, mata-se por poder,
mata-se por honra, mata-se por revanche.
É a violência em seu estado bruto."
(Fernando Nuno)
O projeto "Inventor do Contemporâneo" é uma livre adaptação para os dias atuais das quatro grandes tragédias de Willian Shakespeare (MacBeth, Hamlet, Romeu e Julieta, e Otelo).
Cenário: as ruas paulistanas do século XXI. Numa série de quatro episódios, as questões da complexidade humana são abordadas e retratadas de diferentes formas. Poder, ambição, morte e vingança, apimentam, durante todo o Projeto, o inconsciente do telespectador.
O "Inventor do Contemporâneo" tem como intenção inicial mostrar que a dificuldade de auto-confirmação do homem é atemporal. Questões existenciais que Shakespeare abordou no século XVI são tão normais nos dias de hoje, que o quesito fica mais que provado. Os quatro episódios da série têm como tema comum a fragilidade. Os protagonistas são os mesmo e, de forma não-linear, passam por situações que resultam em outros acontecimentos.
É a lei da ação e reação.
É a lei do mais forte, a lei da floresta.
A lei da sociedade, a luta na selva.
Dessa forma, o Projeto promete chocar. Num mundo obscuro da metrópole, homens se encontram, trilhando rumos inevitáveis. Emoção, acasos e surpresa fazem do "Inventor do Contemporâneo" uma experimentação ao mesmo tempo simples e excêntrica.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Só o agora.
Menino, dos olhos d’agua, guarde um sonho bom pra gente.
Eu preciso andar...
Não sei por que tantos quilometros,
as paisagens tendem fazer parte de minha vida.
Vejo desertos, vejo geleiras, me falta ver o céu.
Talvez se virasse águia conseguisse pousar nas nuvens.
Talvez como golfinho conseguisse ver a não movimentação dos corais. E a cor tão doce deles.
Talvez nada disso fosse suficiente.
Ser água, ser fogo, ser gelo e vapor.
Todas as fases em nenhuma delas.
Todas as cores num só branco escuro, e pálido, e fosco.
E frio.
Talvez nada disso aqueça meu vento.
Talvez nada disso seja necessário para eu realmente ser feliz.
Só o agora.
E você.
Com carinho.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Perdida na Natureza
Na Natureza escrevi minha primeira postagem.
Confusa, estou agora, algumas semanas depois.
Sem foco, sem luz, sem senso.
Sem saber como agir, sem saber o que falar, sem saber no que pensar.
.
.
.
Uma alma perdida vagando no blecaute.
Uma rosa sem vida que orvalha sem parar.
.
.
.
Sozinha sigo pra me perder na natureza.
Confusa, estou agora, algumas semanas depois.
Sem foco, sem luz, sem senso.
Sem saber como agir, sem saber o que falar, sem saber no que pensar.
.
.
.
Uma alma perdida vagando no blecaute.
Uma rosa sem vida que orvalha sem parar.
.
.
.
Sozinha sigo pra me perder na natureza.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Fechada para balanço
Meus livros viraram contos.
Meus capítulos, intensos suficientes para serem auto-suficientes.
O estigma não tem força.O consenso, explicação.
Como compreender a instabilidade?
Como agir sem emoção?
De novo, perdida, sigo.
Sem olhar pra frente. Sem excitação.
Em busca de um próprio senso
difícel, escuro, calado.
Silêncio.
Recesso.
Receio.
Medo.
Vazio.
Meus capítulos, intensos suficientes para serem auto-suficientes.
O estigma não tem força.O consenso, explicação.
Como compreender a instabilidade?
Como agir sem emoção?
De novo, perdida, sigo.
Sem olhar pra frente. Sem excitação.
Em busca de um próprio senso
difícel, escuro, calado.
Silêncio.
Recesso.
Receio.
Medo.
Vazio.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Jovem menina
Uma jovem menina lia livros. Quando dormia, no escuro, perdida na contradição da vida.
Ela via nas aventuras experiências divinas. Descobria a cada palavra, descobria a própria palavra. Uma nova palavra a cada novo momento. Ela gostava daquilo. Gostava da sintaxe, da essência, da subsistência. Ela lia enquanto dormia. Ela não sonhava, ela lia.
A jovem menina cresceu. Ela deixou de descobrir castelos, ela passou a escalar montanhas. Ela deixou de conhecer príncipes, ela confia, agora, em poucos. Mas ela ainda lê livros. Ela sonha, ela ouve quando ninguém fala, ela fala quando ninguém ouve. Ela se esconde atrás da porta, ela desliga o telefone na cara. Ela treme quando fala pra muitos, ela é insegura quando se apaixona.
Foram os livros, será, que eternizaram a alma infantil dessa crescida menina?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Homenagem
Fica aqui o registro do mais novo compartilhamento da minha vida.
"Homenagem"
Agradecimento, grato.
Compartilhamento, certo.
Certa compreensão maluca, grata linda voz.
Um piscar de olhos...
certos, cegos, sábios.
Passam como o vento, quando nós ficamos sós.
"Homenagem"
Agradecimento, grato.
Compartilhamento, certo.
Certa compreensão maluca, grata linda voz.
Um piscar de olhos...
certos, cegos, sábios.
Passam como o vento, quando nós ficamos sós.
"A felicidade só é real quando compartilhada"
Se até Chris McCandless, depois de muitas necessárias provações, concluiu que a felicidade só é real quando compartilhada, seria certo eu continuar a isolar meus sentimentos do mundo?
Decidi, agora, que não!
Começo, então, a compartilhar meu próprio senso.
Decidi, agora, que não!
Começo, então, a compartilhar meu próprio senso.
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