Uma jovem menina lia livros. Quando dormia, no escuro, perdida na contradição da vida.
Ela via nas aventuras experiências divinas. Descobria a cada palavra, descobria a própria palavra. Uma nova palavra a cada novo momento. Ela gostava daquilo. Gostava da sintaxe, da essência, da subsistência. Ela lia enquanto dormia. Ela não sonhava, ela lia.
A jovem menina cresceu. Ela deixou de descobrir castelos, ela passou a escalar montanhas. Ela deixou de conhecer príncipes, ela confia, agora, em poucos. Mas ela ainda lê livros. Ela sonha, ela ouve quando ninguém fala, ela fala quando ninguém ouve. Ela se esconde atrás da porta, ela desliga o telefone na cara. Ela treme quando fala pra muitos, ela é insegura quando se apaixona.
Foram os livros, será, que eternizaram a alma infantil dessa crescida menina?
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