terça-feira, 8 de novembro de 2011

Uma garota nasceu borboleta
E num mundo liberto achou que o ideal era a prisão
Resolveu privar-se
Tentou-se recalcar
Viveu, então, num enclausuramento psiquico

No Mito da Caverna reverso
Ela passou a juventude
Na sociedade desalternativa
Encontrou o vazio que assim queria

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Revigoração

São dias, meses, tempo grande ausente.
Ausência extremamente necessária para o amadurecimento.
Sempre achei que controlava por completo minha vida.
A dona da "minha" verdade, a dona de "toda" sabedoria.
Grandes fenômenos que abriram uma cratera no meu intelecto.
Geralmente as pessoas pensam que um buraco, uma perda, uma dúvida ou uma tristeza significam algo inteiramente ruim.
É aí que há engano, mais uma vez.
Muitas vezes é necessário tirarmos as certezas de nossa mente para abrir caminho para possibilidades mais amplas que descartamos por não acharmos interessante.
Engraçado dizer isso quando a racionalidade sempre foi a direcionalidade de minha vida.
Oi, vamos sentir?
Que tal parar de arrumar desculpas para evitar a perda, a derrota, possíveis desencontros, prováveis lágrimas?
Será que deixar de arriscar realmente é o melhor caminho?
Hoje, paro e penso:
Nunca mais deixarei de voar com medo do pára-quedas não abrir!