segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jovem menina

Uma jovem menina lia livros. Quando dormia, no escuro, perdida na contradição da vida.
Ela via nas aventuras experiências divinas. Descobria a cada palavra, descobria a própria palavra. Uma nova palavra a cada novo momento. Ela gostava daquilo. Gostava da sintaxe, da essência, da subsistência. Ela lia enquanto dormia. Ela não sonhava, ela lia.

A jovem menina cresceu. Ela deixou de descobrir castelos, ela passou a escalar montanhas. Ela deixou de conhecer príncipes, ela confia, agora, em poucos. Mas ela ainda lê livros. Ela sonha, ela ouve quando ninguém fala, ela fala quando ninguém ouve. Ela se esconde atrás da porta, ela desliga o telefone na cara. Ela treme quando fala pra muitos, ela é insegura quando se apaixona.

Foram os livros, será, que eternizaram a alma infantil dessa crescida menina?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Respirar fundo: um, dois, três!
Prévias perspectivas não supridas do freguês.
No comércio d'alma, quanto vale a salvação?
Dou um cheque pré-datado, ou quiça vendo fiado
o remoto, o bom-senso, o estocado coração.

- É por quilo?
- Não, falta peso para um grama...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O medo do mal, frustação!
Caminho adiante, inverso?

Sorrir sem motivo,
Chorar com razão.
Até onde o ser humano é capaz de chegar?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Chão!
Quando menos esperamos, caímos no chão.
Não mais cimento turvo, denso, com pedregulho...
Agora, uma tenra e leve arcada verde, mansa, decente.
Antes, sem frutos para alimentar.
Hoje, sem saber qual bela flor colher.
.
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“Para ficarmos bem basta pensarmos no melhor.”

domingo, 4 de outubro de 2009

Homenagem

Fica aqui o registro do mais novo compartilhamento da minha vida.

"Homenagem"

Agradecimento, grato.
Compartilhamento, certo.
Certa compreensão maluca, grata linda voz.

Um piscar de olhos...
certos, cegos, sábios.
Passam como o vento, quando nós ficamos sós.

"A felicidade só é real quando compartilhada"

Se até Chris McCandless, depois de muitas necessárias provações, concluiu que a felicidade só é real quando compartilhada, seria certo eu continuar a isolar meus sentimentos do mundo?
Decidi, agora, que não!
Começo, então, a compartilhar meu próprio senso.