domingo, 29 de novembro de 2009


Sorriso.
Uma jovem menina sorria.
Parada, inquieta, estática.
Ela fotografava com os olhos.
Ela via, tremia, sorria, sentia.
Ela via.
Vulcões e geleiras.
Água, céu, sol.
Solidão.
No gelo, na areia.
No deserto profundo, no caminho de sal.
Ir. Entar sem pensar. Sentar e tremer. Partir e ir...
Foi. Contato chocante, choque ambulante, arrepiou e foi.
Vai. Até aonde, até quando, sem entanto, arrisca e vai...
Fui. Navegar, conhecer, lacrimejar, alvorecer.
Sem pensar no antes, no tanto, no quanto, sensato.
Sem senso, sem tato, sem foco, sem eixo.
Fui...
Sorrir.

INVENTOR DO CONTEMPORÂNEO

"Mata-se por amor, mata-se por poder,
mata-se por honra, mata-se por revanche.
É a violência em seu estado bruto."
(Fernando Nuno)
O projeto "Inventor do Contemporâneo" é uma livre adaptação para os dias atuais das quatro grandes tragédias de Willian Shakespeare (MacBeth, Hamlet, Romeu e Julieta, e Otelo).
Cenário: as ruas paulistanas do século XXI. Numa série de quatro episódios, as questões da complexidade humana são abordadas e retratadas de diferentes formas. Poder, ambição, morte e vingança, apimentam, durante todo o Projeto, o inconsciente do telespectador.
O "Inventor do Contemporâneo" tem como intenção inicial mostrar que a dificuldade de auto-confirmação do homem é atemporal. Questões existenciais que Shakespeare abordou no século XVI são tão normais nos dias de hoje, que o quesito fica mais que provado. Os quatro episódios da série têm como tema comum a fragilidade. Os protagonistas são os mesmo e, de forma não-linear, passam por situações que resultam em outros acontecimentos.
É a lei da ação e reação.
É a lei do mais forte, a lei da floresta.
A lei da sociedade, a luta na selva.
Dessa forma, o Projeto promete chocar. Num mundo obscuro da metrópole, homens se encontram, trilhando rumos inevitáveis. Emoção, acasos e surpresa fazem do "Inventor do Contemporâneo" uma experimentação ao mesmo tempo simples e excêntrica.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Só o agora.

Menino, dos olhos d’agua, guarde um sonho bom pra gente.
Eu preciso andar...
Não sei por que tantos quilometros,
as paisagens tendem fazer parte de minha vida.
Vejo desertos, vejo geleiras, me falta ver o céu.
Talvez se virasse águia conseguisse pousar nas nuvens.
Talvez como golfinho conseguisse ver a não movimentação dos corais. E a cor tão doce deles.
Talvez nada disso fosse suficiente.
Ser água, ser fogo, ser gelo e vapor.
Todas as fases em nenhuma delas.
Todas as cores num só branco escuro, e pálido, e fosco.
E frio.

Talvez nada disso aqueça meu vento.
Talvez nada disso seja necessário para eu realmente ser feliz.
Só o agora.
E você.

Com carinho.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Perdida na Natureza

Na Natureza escrevi minha primeira postagem.
Confusa, estou agora, algumas semanas depois.
Sem foco, sem luz, sem senso.
Sem saber como agir, sem saber o que falar, sem saber no que pensar.
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Uma alma perdida vagando no blecaute.
Uma rosa sem vida que orvalha sem parar.
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Sozinha sigo pra me perder na natureza.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fechada para balanço

Meus livros viraram contos.
Meus capítulos, intensos suficientes para serem auto-suficientes.
O estigma não tem força.O consenso, explicação.
Como compreender a instabilidade?
Como agir sem emoção?
De novo, perdida, sigo.
Sem olhar pra frente. Sem excitação.
Em busca de um próprio senso
difícel, escuro, calado.
Silêncio.
Recesso.
Receio.
Medo.
Vazio.