sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sei lá

É engraçado chegar aos 24 anos e fazer uma retomada do que você já viveu. É estranho chegar aos 24 e perceber que você não é mais uma adolescente, e não pode mais agir como tal. Como fazer daqui pra frente, então? Pensar que chegou a hora de assumir responsabilidades, construir uma família, ter uma casa e um emprego fixo, ser e agir como mulher... Mas peraí, me parece que eu já tenho tudo isso! Ser e agir como mulher talvez não. Continuo a viver banhada de angústias adolescentes, sem saber o que fazer, sem saber para onde ir, ou o mais difícil ainda: sem saber o que quero fazer ou para onde eu quero ir. Será isso sinal de não amadurecimento? Ou será isso sinal de que sou um ser humano cheio de dúvidas como a maioria dos que vivem por aí? Estive pensando há algum tempo e cheguei a conclusão de que certas vezes a ignorância é uma bênção. Deve ser tão melhor focar os pensamentos no esmalte que embelezará as belas e cuidadas unhas na quinta-feira ou na nova coleção da MAC que vai sair... Deve ser tão melhor olhar as tendências da moda no lugar de pensar na vida, o porquê dela, questionando diariamente a existência humana. Certos momentos eu desejo ser assim. Em outros eu não só desejo, eu tento. Olhar blogs com dicas de como passar um blush perfeito e coisa e tal. Não desdenhando das pessoas de fazem isso, de forma alguma. Penso que é super produtivo não esquecer o seu lado mulher. Talvez esse fênomeno superficial faça as pessoas mais felizes, afinal com certeza essas daí vão saber passar um blush top para ficar linda all day long. É, é um problema. Aliás, percebi que a vida tem sido mais problemática nesses últimos tempos. Alguns dizem que é sintoma de depressão... achar tudo chato, reclamar do tempo, da cara de bobo das pessoas, do trabalho. Fico na dúvida se estou me tornando neurótica ou se estou me tornando normal. É tão mais normal encontrar pessoas que reclamam da vida e não somente acham ela linda, maravilhosa e perfeita (da exata forma que eu fazia). Acho que esse fator é até positivo, já que desconfio que esse "mundo fantástico" em que eu vivia era pura invenção para esconder a realidade. Continuo pensando nisso, e eu não sei... Mas sei lá, já nem sei se se eu soubesse importaria...