terça-feira, 17 de novembro de 2009

Só o agora.

Menino, dos olhos d’agua, guarde um sonho bom pra gente.
Eu preciso andar...
Não sei por que tantos quilometros,
as paisagens tendem fazer parte de minha vida.
Vejo desertos, vejo geleiras, me falta ver o céu.
Talvez se virasse águia conseguisse pousar nas nuvens.
Talvez como golfinho conseguisse ver a não movimentação dos corais. E a cor tão doce deles.
Talvez nada disso fosse suficiente.
Ser água, ser fogo, ser gelo e vapor.
Todas as fases em nenhuma delas.
Todas as cores num só branco escuro, e pálido, e fosco.
E frio.

Talvez nada disso aqueça meu vento.
Talvez nada disso seja necessário para eu realmente ser feliz.
Só o agora.
E você.

Com carinho.

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